Não achei que fosse ter continuação, mas teve (Mais uma sequela)
- autistaaos54
- 23 de abr.
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Não achei que essa história do bexigoma fosse ter continuação, mas teve e não foi bonito de se ver não.
Depois de reencontrar o urologista na segunda-feira seguinte e retirar a sonda, que ficou me acompanhando por 3 longos dias, pensei que já iria fazer o último exame, só que, para a minha infelicidade, eu deveria tê-lo marcado separadamente da consulta, então, não pude fazer. Mesmo assim, pedi ao médico que tirasse a sonda, pois já estava, literalmente, de bexiga vazia e de saco cheio de ficar com aquela bolsa a tiracolo. Assim ele fez, mas passou um remédio diurético para me ajudar a manter a bexiga vazia. Tomei o remédio da forma como foi indicada, mas curiosamente, não estava fazendo o efeito esperado. Mesmo assim, continuei tomando. Por volta de quarta-feira, comecei a sentir um incômodo do lado esquerdo na barriga, estranhei, pois estava tomando o diurético corretamente, ele só não estava fazendo o efeito esperado - me fazer ir ao banheiro urinar com frequência. Veio quinta-feira e o incômodo continuou, fiquei pensando que poderia ter arrumado algum outro problema no pâncreas, ou no baço, depois pensei que pudesse ser reflexo de alguma coisa relacionada à bexiga e parei de prestar atenção naquilo. Mas o incômodo persistia, só do lado esquerdo. Chegou a sexta-feira. Eu levei a minha filha à escola e, na volta, parei em uma padaria para comprar 4 pães de queijo pequenos, um refrigerante e um chocolate, para depois poder tomar um remédio que tomo de manhã. Curiosamente, não consegui passar da metade do segundo pão de queijo, o refrigerante ficou pela metade e, o chocolate, que nunca deixei pela metade, ficou também. O incômodo já era perceptível e começou a me preocupar de verdade, mas eu não imaginava o que poderia estar acontecendo. Cheguei em casa e me deitei na cama virado para o lado esquerdo, tentando aliviar aquele incômodo. Realmente, aliviava, desde que eu estivesse com aquela parte esquerda encostada na cama. Mas era só eu me virar um pouco e o incômodo aparecia. Já havia desistido do remédio diurético. Então pensei: hoje é sexta-feira, o meu médico deve estar naquele hospital novamente até o meio-dia, vou lá para ele ver o que pode estar acontecendo. Enquanto ia para lá, sozinho, de carro, o incômodo aumentou e a minha boca começou a ficar cada vez mais seca. Foi, realmente, uma dificuldade conseguir chegar ao hospital, mas cheguei. Nem fiquei procurando vaga na rua, entrei logo no estacionamento do prédio do hospital e parei na primeira vaga disponível. Devo ter chegado lá por volta das 10 horas e estava só com o pão de queijo e meio que tentei comer. Quando fui conversar com a enfermeira da triagem, falei do incômodo do lado esquerdo, da boca seca que, naquela hora estava tão seca que me dificultava a falar direito, falei que havia estado com o médico na sexta passada e que queria vê-lo para saber o que estaria acontecendo naquele momento. Temperatura, ok, pressão, ok, mas ela viu que eu estava debilitado e com a boca muito seca, então me deu uma pulseira de caso urgente. Me colocaram em uma cadeira de rodas e eu liguei para uma irmã, pedindo que ela fosse me encontrar no hospital, já que eu não fazia ideia do que iria acontecer comigo. Assim que entrei na sala de espera, já fui chamado ao consultório do urologista que, infelizmente, não era o meu médico. Questionei a respeito dele e fui informado que, naquele dia, ele, realmente, não estava lá. Tudo bem, não tinha como ir a lugar algum naquele estado que eu estava. Explicada toda a situação desde a primeira sonda, o médico me encaminhou para a sala de medicação para tomar um analgésico na veia, pediu que eu colhesse urina para examinar e uma tomografia computadorizada da região abdominal
Fiquei sentado na cadeira de rodas em uma recepção perto da sala de medicamentos esperando a minha vez de levar a picada na veia, enquanto isso, ficava pensando se ia ao banheiro tentar colher a urina para o exame, mas não estava com vontade alguma de urinar. Criei coragem, levantei-me, apesar de debilitado, e fui ao banheiro. Resolvi não trancar a porta, pois se acontecesse algo comigo ali, quando alguém abrisse a porta, poderia ser socorrido. Felizmente, não aconteceu nada e eu pude colher a urina normalmente. Entregue o material na sala indicada, voltei para a minha cadeira e continuei esperando. Finalmente, colocaram o acesso em meu braço e, em seguida, o analgésico. Por alguns instantes depois que ele foi ministrado, o incômodo, realmente, sumiu e fiquei com a minha irmã perto da porta do consultório do médico para saber o que mais fazer. Mas a demora foi tanta, ou o meu quadro era tão mais grave, que, algum tempo depois, o incômodo voltou, resolvi me sentar na cadeira novamente e esperar lá perto da sala de medicação, algum tempo depois, minha irmã descobriu que a tomografia só seria feita a partir das 14 horas e que não era aconselhável eu comer alguma coisa sem a orientação do médico. A essa altura já era meio-dia, o médico que me atendeu já havia saído para o almoço dele e eu não havia comido mais nada. O jeito foi sentar e esperar.
Finalmente, 14 horas. Fui conduzido, junto com mais 3 pessoas e seus acompanhantes, ao andar da tomografia computadorizada. Chegando lá, pedi para ir ao banheiro, mas a pessoa que ia fazer o exame, pediu que eu segurasse, pois era melhor fazer a tomografia com a bexiga cheia. Assim que a sala foi liberada, fui chamado para realizar o exame – tek tek tek, vrruuu, tik tik tik, a máquina começou a rodar em torno do meu corpo e eu ali, com fome e vontade de dormir, felizmente, o exame não demorou muito e eu pude me levantar dali após apenas alguns minutos. Agora teria que esperar todos os outros pacientes fazerem o mesmo exame, para voltarmos ao andar de cima e esperar as orientações finais do próximo médico a acompanhar os enfermos daquela tarde no hospital.
Agora já eram 15 horas e eu continuava ali, sem dormir direito e com o estômago vazio. Não sei como eu ainda estava de pé.
Finalmente, o médico me chamou ao consultório, junto com a minha irmã e, com cara de assustado, disse que nunca havia visto uma bexiga tão grande em toda a vida até aquele momento. Quando ele nos mostrou a foto no computador, eu percebi que estava com uma bola equivalente à do futsal dentro da barriga – se é que isso seria humanamente possível. Agora sério, a bexiga estava tão grande que deve ter sido por isso que eu sentia vontade de defecar sempre que ia ao banheiro urinar, já que a bexiga estava sempre cheia, pois eu não conseguia esvaziá-la completamente. Ela estava deslocando o estômago, o intestino e, com certeza, naquela manhã, estava pressionando o rim esquerdo. Daí o meu incômodo.
O médico falou que, provavelmente, não poderia fazer a urodinâmica que estava programada para a segunda seguinte, pois apareceu uma infecção bacteriana no exame de urina. E pior que isso, pelo menos para mim, eu deveria voltar com a sonda de demora para manter a bexiga sempre vazia, até a segunda-feira da outra semana! Finalmente, por volta das 16:30, depois de ter sofrido mais um pouco para recolocar a sonda de volta, eu pude esvaziar a bexiga completamente – não consigo arrumar uma maneira de explicar o quão cheia ficou a bolsa logo depois que a sonda foi colocada e passou a funcionar corretamente. Mas a bolsa, com capacidade de armazenamento de 2 litros, ficou cheia a ponto de quase estourar e ainda saiu mais 500ml depois que a esvaziei completamente.
Aliviada a pressão no rim, passada a secura na boca, bexiga completamente esvaziada, quase perto das 17 horas, finalmente, pude me sentar à mesa na lanchonete do hospital para comer e beber alguma coisa.
Este texto foi escrito na quinta-feira antes do derradeiro dia de fazer a urodinâmica, a segunda-feira, somente o quinto dia a partir daqui.
LUFA

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