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Autocontrole

  • autistaaos54
  • 19 de mar.
  • 2 min de leitura

Fiquei um bom tempo sem escrever e pretendia deixar para escrever a partir da semana que vem, quando uma nova fase começa em minha vida. Mas aconteceu uma situação que me fez meditar a respeito de comportamentos que eu deveria conseguir colocar naquela máquina que comentei no texto “A flecha e a máquina de reciclar”. Como é difícil, meu Deus! Ainda mais quando se tem baixa autoestima e você se subestima em relação às coisas que dá conta de fazer.

Discussões acontecem o tempo todo entre casais, isso não é novidade para ninguém. Mas há aqueles casais que conseguem discutir o assunto sempre na base da conversa normal, talvez com uma alteração de voz aqui, outra alteração de comportamento ali, mas tudo dentro do aceitável. Isso, por si só, já soa estranho para mim – como esses casais conseguem discutir um assunto que incomoda a um ou a outro sem muita alteração de humor?

Há pessoas que conseguem, simplesmente, deixar a outra ficar falando, ou mandando mensagens, já que estamos na era das conversar por whatsapp, e não se abalam, deixam a outra pessoa no vácuo, literalmente, falando sozinha. Verdade que essa é uma ótima atitude para evitar discussões bestas. Mas dependendo do que a pessoa diz nas mensagens, a outra ficar calada o tempo todo pode gerar situações em que ela está sendo questionada a respeito de uma coisa e, se não diz nada, acaba concordando com o que está sendo dito, afinal – quem cala, consente. Eu sempre espero que a pessoa faça uma argumentação a respeito daquilo que está sendo dito, afinal, há um assunto sendo discutido, não há discussão só com uma das pessoas falando. Aí é que está o problema - quando sou eu que estou sendo questionado, ou muitas vezes, acusado de coisas que não sou, ou não estou fazendo, eu acabo argumentando e tentando falar coisas para defender o meu lado. Mas na medida em que a outra pessoa insiste no ponto de vista dela e continua insistindo naquilo que está falando como sendo a verdade, eu começo a me alterar, perder a paciência, começo a gritar, interromper a fala da outra pessoa e, de repente, o caos está instalado – começo a acusar, a viajar na maionese, inventando situações possíveis de acontecer. No final, nada foi resolvido, os dois ficaram tristes, chateados, incomodados com tudo o que foi dito e com o que foi feito.

Então, acabo me cobrando demais, apesar de saber das minhas limitações, e fico pensando que outras pessoas, nesse caso, para mim, tidas como normais, têm a condições de agir de maneira normal - sem gritar, sem chorar, sem ter medo de tomar decisões, sabendo argumentar e contra argumentar - e assim, eu acabar sendo preterido em relação a elas.

É muito frustrante. Me sinto impotente.

LUFA

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