Meu hiperfoco - Quebra Cabeça – Parte 1
- autistaaos54
- 25 de jan.
- 1 min de leitura
Atualizado: 27 de jan.
A imagem da caixa me agrada. Tem que haver essa empatia inicial, afinal, vou passar
horas debruçado em uma mesa. É como a caixa de Pandora, quando a abro, um enigma
é revelado - decifra-me, ou eu te devoro.
Aceito o desafio, e a partir daí, mergulho de cabeça nesse labirinto, apenas para achar
a saída dele.
Estudo o ambiente, delimito o tamanho de sua área, pois é dentro dela que vou
trabalhar. Importante também separar as formas, pois facilita na hora de encontrar o
caminho certo. Presto muita atenção, também, às formas e às cores da figura - elas
parecem pouca coisa, mas me dão referências importantes no entorno delas, que me
facilitam formar o ambiente por completo.
Assim, vou passeando pelo labirinto, sem muita pressa de sair, sem medo por não
encontrar a saída, satisfeito por encontrar o lugar certo de cada peça e ver a figura se
formar. Uma explosão de dopamina inunda meu cérebro, percorre meu corpo e me faz
esquecer de tudo. Quando resolvo descansar por um tempo, por causa do tempo que
esqueci, é difícil, pois estou alegre demais, satisfeito demais e aceso demais para me
deitar e dormir.
Enfim, aceito que deve ser assim e tento relaxar, mas ansioso pelo próximo dia de
caminhada pelo labirinto de cores, formas e figuras que ajudo a construir e de onde me
reluto a sair.
LUFA

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