De novo: e para você, o que é o amor? (uma resposta sensacional)
Enfim, meu amados e curiosos leitores, acredito ter encontrado uma resposta para o que é o amor. Talvez, não seja a única, mas com certeza é uma excelente explicação. Pelo que entendi, o amor não é um sentimento estático, parado, sem movimento, que cresce parado no mesmo lugar. O amor deve estar em movimento, ainda que gradual, vagaroso, calmo como o deslocar de uma tartaruga, mas deve ser constante.
Agradeço, imensamente, à Caroline Dieckmann pelo seu relato e pela incrível sabedoria de seu avô. Os avós dela foram casados por 60 anos, um dia, ela perguntou ao avô: qual o segredo para amar a mesma mulher por uma vida inteira?
Reescrevo, na íntegra, o que ela disse em vídeo.
“Ele não riu, não disse “comunicação”, não disse “encontros românticos”. Ele olhou para a minha avó, que estava ali na cozinha e disse: “você não ama a mesma mulher”, e isso me confundiu. Então, ele explicou: ela muda a cada poucos anos e se você não atualizar a forma como você a ama, você a perde. Ele me disse que a garota com quem ele se casou aos 22 anos não era a mesma mulher aos 30: a maternidade a mudou, as perdas a mudaram, o tempo a mudou. Aos 40, ele disse que ela precisava mais de respeito do que de romance. Aos 50, precisava mais de parceria do que de paixão. Aos 60, precisava mais de presença do que de promessas. E toda vez que ela mudava, ele tinha uma escolha: reclamar que ela já não era como antes, ou conhecê-la de novo. Ele disse que o maior erro que muitos homens cometem é justamente esse: eles se apaixonam uma vez e depois, param de prestar atenção. Amar uma mulher por uma vida inteira, ele me disse, é decidir continuar curioso sobre ela. É não presumir que você já a conhece. É não a congelar na versão que você conheceu. Então, ele se recostou e disse algo que nunca vou me esquecer: se você parar de conhecê-la, em algum momento, outra pessoa vai.
60 anos. Não porque foi fácil, mas porque ele continuou reaprendendo quem ela era.”

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