top of page
piscina

Preencha os campos abaixo para receber uma notificação quando um novo texto for publicado. (todos os campos são obrigatórios)

Buscar

Almoçando fora

autistaaos54
22 de jan.
2 min de leitura

Atualizado: 28 de jan.

Eis que chega o sábado e eu não consigo encontrar nada para almoçar em casa, então pensei em sair para comer alguma coisa na rua. As opções: sanduiches de fast food, industrial ou natural, pizza, ou, procurar um lugar para comer comida mesmo. Encontrei um lugar perto de onde estou morando que tinha bife à parmegiana disponível no cardápio. Gosto muito. Então fui eu para o lugar, que tinha a palavra Gourmet como parte do nome. Pensei: dever ser um lugar agradável. Ao estacionar em uma vaga próxima ao lugar, já levei um susto - uma algazarra em volta de mesas dispostas como se fosse um bar de rua, um homem sentado em uma cadeira ao lado de uma pilha de mesas, com sua garrafa de cerveja e o copo, como se fosse um bar de rua. Desanimei, mas desci do carro para ver o local. Não era grande, mas tinha uma mesa simples ao lado do balcão e então fui em direção a ela, já que a barriga estava roncando. Fui logo fazendo o pedido, torcendo para que não demorassem muito para trazer, pois aquele ambiente de bar, ao invés de restaurante, estava me incomodando.

Enquanto esperava o pedido, fiquei observando tudo em volta.

Finalmente, o bife chegou. Almocei com calma.

Queria ficar ali para comer tranquilo, mas também, queria terminar logo para poder sair daquele lugar.

Enfim, almoçado, chamei o garçom para logo trazer a conta e poder pagar, mas ele ficava rodando de mesa em mesa, atendendo as pessoas, cobrando as contas e eu ali, esperando. Toda hora, olhava em volta procurando por ele, até que o vi na minha frente. Fiz sinal para ter certeza de que ele me viu e, finalmente, pude pagar a conta para sair dali.

Pronto, estômago cheio, pé na estrada de volta para casa.

Quando fico incomodado por estar em um lugar fico inquieto, se estou assentado, fico mexendo as pernas; se estou em pé, fico andando de um lado para o outro em passos curtos, olhando em volta.

LUFA

Posts recentes

Ver tudo
Amor impossível

Tem vezes que eu daria tudo para, realmente ser uma pessoa normal e conseguir ter um relacionamento “normal”. Mas parece que, como autista, as minhas limitações sempre vão construir barreiras para atr

 
 
 
Lembranças perdidas

Um dia em que estava andando de carro com as minhas filhas e passando pelo bairro onde minha família morou por cerca de 53 anos, o Sion, disse a elas: não existe mais nada que lembre o que, um dia, fo

 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page